segunda-feira, 31 de agosto de 2015

O que trinta e um de agosto significa pra mim


Hoje é dia 31 de agosto, o que para muitos religiosos também é dia de São Raimundo Nonato. Mas o que eu tenho a ver com isso? Sim, tenho a ver muitas coisas, não pelo fato de que a lenda diz que agosto é mês de desgosto, mas pela ligação que tenho com Raimundo Nonato, meu verdadeiro nome.

Já citei algumas vezes que não gosto do meu nome e que esse dia, não tenho boas recordações, pois veja bem:

Existem três pontos que vou citar aqui, que te fará entender o motivo de tudo isso, não pelo fato de ser evangélico hoje, e mesmo não querendo levar isso pelo lado religioso, não tem como deixar de mencionar, pois foi justamente através disso que tudo começou.

Minha mãe tinha um desejo de ter um filho homem, vez que os primeiros, tirando os abortos que ocorreram, os que nasceram vivos eram mulheres, sendo que, no desejo de ter um filho homem e muito religiosa na época, se apegou ao “santo”, e que devido a sua grande fé, ocorreu o esperado, quando então vim ao mundo no dia 03 de dezembro de 1971, na cidade de Santa Luzia, chamada e conhecida como Santa Luzia do Tide.

Com o nascimento vieram também as complicações e as preocupações, principalmente com sua saúde, o que debilitada e praticamente sem forças, aquele sonho, o desejo de sua vida, viu sendo desfeito, a ponto de com apenas dois meses de vida, ter que me entregar para uma tia, sua irmã caçula, que me adotou como filho, porém, o que me intriga até hoje, é porque, meu pai que na época estava vivo, permitiu que isso acontecesse, resolveram se desfazer de um sonho. Seria tão grande a falta de recurso, pobreza? Mas deixa pra lá.

Três coisas ficaram marcadas na minha infância, sendo que as duas primeiras foram algo fora da normalidade, coisas que não acontece com qualquer um, sendo que uma delas me serve até hoje, a outra nunca mais se repetiu, e a terceira e última, só de lembrar me causa arrepios, pois foi muito forte o que aconteceu.

A primeira coisa que ocorreu, foi que por três vezes adivinhei. É sério! Não é brincadeira, foram apenas três vezes e nunca mais, pois até hoje não entendo o que foi aquilo, sendo que uma delas foi noticiar para os parentes a morte de meu pai, o que seria normal e até causasse desconfiança, se ele morasse perto, se soubesse que estava doente, se tivesse entendimento e não tivesse apenas quatro anos.

A segunda experiência foi que aos seis anos de idade, após vários meses de peleja e sem sair da primeira página da cartilha, de repente veio como que uma luz, e sem que ninguém me ensinasse, eu comecei a ler e ler e ler, a ponto de que na época, tínhamos que passar a lição para a professora, ela chamava e de pé tentava fazer a leitura pra ela, o que naquele dia disparei numa velocidade que fui até o meio daquele livro, passando de todos os alunos, e no final do ano, até ganhei um presente do colégio, pelo meu esforço e leitura.

O terceiro fato, esse é o mais complicado, pois foi justamente no dia 31 de agosto (não lembro o ano), em que brincando na beira do lago e mexendo com os pés na água, fui levado para o fundo, e ali naquela agonia, que é horrível até de lembrar, quase morria afogado, meu primo, tentou me tirar dali, mas agarrei com ele e ficávamos descendo e subindo, até que alguém apareceu, um moço apelidado de Bem-te-vi, entrou na água, e percebendo que só eu que não sabia nadar, me tirou daquele lugar salvando minha vida, aquele moço que nunca mais o vi, mas que foi preparado por Deus para aquele momento, porque Deus tinha planos para minha vida.

Adivinhar na Bíblia, não é coisa de Deus (Dt. 18.10), pois não quero usar a expressão intuição, premonição ou sei lá o que, quanto à leitura sim, posso atribuir a Deus, pois foi um verdadeiro milagre, bem como ter sido salvo de um afogamento, e o que mais ficou marcado, foi justamente porque foi no dia 31 de agosto, o que sempre nesta data me faz lembrar que Deus poupou a minha vida.

Fui doutrinado para ser católico, um grande religioso, aprendi com minha avó todos os tipos de rezas, era devoto de alguns “santos” tinha algumas imagens comigo, que na hora do aperto abraçava todas, usava também um rosário e todos os dias não dormia antes de fazer aquela penitencia, rezando nele, até porque rezava para as almas e ali citava o nome de algumas pessoas que havia morrido, tudo isso eu fazia, até ter um encontro com Jesus, mas isso é outra história.

Nenhum comentário:

Postar um comentário