sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

A hora de excluir uma ovelha

Uma alma vale mais que o mundo inteiro. Essa verdade é defendida por quase todos os crentes, principalmente por aqueles que vivem envolvidos com algum tipo de evangelização. Textos como o de Mateus 16.26 dão sustentação a essa mensagem. A Bíblia também nos ensina que há uma grande festa no céu, entre os anjos, quando um pecador se arrepende e vem a Cristo. (Lc. 15.7). 

Ora, se a corte celestial se reúne para comemorar o novo nascimento de uma pessoa, fica mais que provado que, do ponto de vista divino, o valor de uma ovelha no rebanho do Senhor é deveras elevado, e o preço de uma conversão está relacionado à grandeza do sacrifício de Cristo, executado em favor de toda a humanidade.

Lidar com as ovelhas do pasto do Senhor não é tarefa muito fácil. Por outro lado, não são todos os obreiros que tem a verdadeira chamada para essa nobre missão. Acredito que o texto de Ezequiel 34.4 seja o mais completo, se a intenção é fazer uma análise seria de como deve ser o comportamento pastoral em relação as mais diversas classes de pessoas que compõem a igreja. E o ministro do Evangelho, na qualidade de pastor, precisa estar preparado para lidar com cada uma.

A Bíblia exorta ser amoroso no trato. Aliás, o amor é a virtude mais exigida em sua vida. Todavia, o amor pastoral, em relação ao comportamento da ovelha, tem regras constituídas de princípios que visam o bem-estar dos membros da igreja e da obra de Deus como um todo. Sendo assim, a disciplina na igreja sempre foi e continuará sendo uma necessidade. Existem muitas referências no texto sagrado sobre esse tema. O capitulo que melhor enfoca o assunto é I Coríntios 5. O texto trata de uma postura pecaminosa sem arrependimento. Por essa razão, apóstolo Paulo se posicionou a favor da disciplina para os envolvidos. É aí, a meu ver, que está o “x” da questão: Quando a ovelha deve ser excluída?

Pela abrangência que envolve tal controvérsia, não tenho a intenção de definir uma regra para o problema. No entanto, compreendo que o pastor deve levar muitos fatores em consideração antes de tomar a amarga decisão de excluir uma pessoa do rol de membros. Essa atitude não deve ser por partidarismo, vingança ou por qualquer razão desvinculada da real finalidade da disciplina vista no texto sagrado. A correta disciplina está ligada, fundamentalmente, a três fatores: o bem do transgressor, o bem da igreja, e o bem do mundo.

Certa ocasião, um pastor disse que um de seus momentos mais difíceis era quando tinha que excluir um membro. Ele entrava no gabinete e chorava muitas lágrimas aos pés do Senhor.

Este é um testemunho lindo e expressa o amor pastoral, que deve ser sempre uma constante, a fim de estabelecer uma boa imagem do corpo de Cristo em relação a si mesmo, ao excluído, e aos que estão de fora.
*Edimar Santos, AD de Santa Luzia, São Gonçalo, RJ.
Fonte: Mensageiro da Paz, dezembro de 1995, página 03.

Obs: Não usamos o termo “excluir”, e sim desligamento, porém, como não é um texto de minha autoria e tendo em vista já ter quase vinte anos que foi escrito, preferir ser fiel ao original.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Feliz 2014


Surge um novo ano, e junto com ele vem o sonho de muitas realizações, que os objetivos sejam alcançados, pois renovamos as esperanças, fazemos votos, sem deixar de refletir no que passou e no que pode ser melhorado. E assim, ultrapassando as barreiras, vencendo os obstáculos, consertando os erros, perdoando e amando, podemos desfrutar sempre o melhor de Deus.

FELIZ 2014!