quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

O caminho mais curto

A geometria ensina que a distância mais curta entre dois pontos é a linha reta, porque ela corresponde a um fio perfeitamente tenso entre as suas extremidades. A geometria de Deus é diferente, Deus costuma usar outras linhas que para Ele são mais curtas, embora mais longas para o homem: a linha curva, a linha quebrada, a linha mista.

Linhas são em nossa vida os caminhos que percorremos. Queremos-los curtos e fáceis, isto é, queremos andar depressa e em relação às dificuldades quanto menos eles as tiverem tanto melhor. 

A humanidade vive traçando linhas retas para abreviar estradas. Para que havemos de contornar montanhas se é possível atravessá-las através de túneis? Para que havemos de ir por mar se é mais rápido ir por terra, e por que por terra se é mais rápido ir pelo céu, onde todas as rotas podem ser retas?

Mas não é só no espaço que o homem gosta de desenhar linhas; também no tempo.

Na geometria do tempo a reta é ainda a distância mais curta entre dois pontos. Porque tempo vale ouro e é preciso economizá-lo. E porque é preciso economizá-lo, vivemos num ritmo acelerado. Correr, correr muito, correr sempre é o compasso do nosso século.

Compasso alucinante. 
Fazemos do coração um relógio, porque medimos com ele, ansiosamente, o tique taque dos segundos. A vida transformou-se numa dança louca, frenética.
Tudo para aproveitar o tempo.  

Plauto, poeta satírico latino que viveu antes de Cristo, disse com muita propriedade que o tempo é como se pretendêssemos carregar água numa peneira. Em razão do que é preciso aproveitá-lo bem. Paulo chega a dizer que é necessário pagar um preço pelo tempo, quando descreve: " remindo o tempo", Ef. 5:18.

Remir é indenizar ou libertar-se alguém de um ônus pagando a importância correspondente.

Resgatar. 
É pois natural que os homens pensem, numa linha reta quando tratam de caminhar no tempo, uma vez contra o tempo. Mas existem caminhos que são melhores por serem mais longos. Sabe o leitor quantos anos gastou o povo de Israel para chegar ao Jordão depois que saiu do Egito sob o comando de Moisés?

Foram 40 anos!  
Esse é o caminho mais curto nos desígnios de Deus para formar um povo do qual sairia o Rei dos reis. Cristo.

Fonte: Mensageiro da Paz, nº: 1182 - Outubro de 1985, página 24.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Eu quero alegria

Numa certa cidade da Inglaterra, um homem procurou o médico e expôs o seu problema. Sentia-se vazio e inútil, um tédio terrível dominava sua pobre vida. Não tinha prazer em nada. O médico disse-lhe então:
- O senhor deve fazer uma viagem por terras desconhecidas e ficará bom.
- Doutor, já percorri o mundo todo, e fico cada vez pior.
- Então o senhor deve descansar numa fazendo, gozando da paisagem e respirando ar puro...
- Doutor, voltei há pouco de uma linda fazenda e nada adiantou. Sinto um vazio dentro de mim que não suporto, já pensei até em suicídio.
- Experimente aproveitar a vida, vá a bailes, saia com mulheres...
- Doutor, há mais de vinte anos que faço isso, e a infelicidade é ainda maior.
O médico não sabia mais o que recomendar a seu paciente. Lembrou-se então, que havia na cidade um famoso circo e que um palhaço notável fazia todo mundo rir. E o médico disse ao homem em tom de brincadeira:
- No circo que chegou à cidade tem um palhaço engraçadíssimo, ele faz todo mundo rir. Quem sabe assim o senhor terá pelo menos alguns momentos de alegria...
O homem respondeu:
- Doutor, esse palhaço sou eu.

O palhaço fazia todo mundo rir, mas era triste. Isto nos faz pensar em pessoas que estão sempre "resolvendo" os problemas alheios, quando a sua própria vida está mergulhada num oceano de amargura e tristeza, cheia de conflitos.

Onde acharemos a verdadeira alegria? Alguns procuram no dinheiro, no entanto, quando alcançam a riqueza, percebem que o vazio permanece. Outros procuram nas bebidas, sexo, esportes, jogos ou em passeios. Depois de experimentar tudo, algo grita dentro do homem, como que clamando por socorro, pois nada lhe trouxe alegria permanente, duradoura. Ele continua sendo o mesmo infeliz, porque a maior necessidade de sua vida está na alma.

Somente uma pessoa pode satisfazê-lo e proporcionar a verdadeira alegria: Jesus Cristo. 
 
 
Por Josias Aristich
Mensageiro da Paz, Abril de 1996, página 28.