quinta-feira, 29 de agosto de 2013

O pai que eu não conhecia

Alguns que me conhece de perto, sabe do meu sentimento quando se aproxima o dia dos pais, e nesse mês de agosto que se finda, não foi diferente, não tive o privilégio de poder abraçar o meu, pois quando eu tinha apenas quatro anos, devido a um problema de saúde, e que segundo informações obtidas, ele não cumpriu as exigências do médico para se tratar, mesmo sendo bem jovem, não resistiu e acabou falecendo.

Martins Alves de Lima, sua imagem para mim era como um vulto, lembro-me apenas de que um dia sentei em seu colo, colo de pai, e hoje voltando ao tempo, não fazendo uma regressão, posso lembrar do seu carinho, ficando minha lembrança limitada a apenas isso, não lembro de como era seu rosto, e assim, tinha um desejo enorme de conhecer como ele era, de ter uma foto e poder dizer a todos, esse foi o meu pai.

O tempo foi passando, e devido a presença de meu avô materno, foi como que isso fosse substituído, e ao perdê-lo também, comecei a sentir falta, ter essa carência, já que não fui criado pela minha mãe biológica e não tinha contato com meus parentes por parte dele, chegando a conhecer apenas minha avó que por sinal, foi uma serva de Deus.

Precisei ir ao Maranhão, especificamente na cidade de Joselândia, onde mora uma tia e algumas primas, o que me sentir frustrado, pois não encontraram nem uma foto dele, e caso tivesse encontrado alguma dele já falecido, confesso que me recusaria a ver, pois não era essa a lembrança que queria pra mim, após tanto tempo de procura.

Retornei para minha casa, e alguns meses após a visita feita aos meus parentes naquela região, uma de minhas primas me ligou, me alegrando com a notícia de que tinha encontra uma pequena foto, o que ansiosamente esperei, foram dias de expectativa, onde nunca a presença do carteiro, foi tão especial em minha vida como naqueles dias que antecedeu a chegado da foto.

Devido ao tempo ter estragado um pouco, tive que levar para restauração, e aqui posto a foto de meu querido pai, que não tive uma convivência, mas posso olhar, chorar e dizer que o amo, e mesmo não podendo contar com sua presença, eu sei que ele existiu e que me amou também.

Não culpo a ele e nem a minha mãe por não ter me criado, problemas de saúde, pobreza, sei lá... Fui adotado pela minha tia, que com certeza contribuiu e muito para que eu chegasse até aqui, se abdicou de uma vida de casada e vive solteira até hoje, cuidou de mim como se cuida de um troféu, e aqui findo apenas dizendo que meu Deus é fiel e que tem seus propósitos e sabe o que é melhor para seus filhos.