segunda-feira, 27 de maio de 2013

Amizade

Esse negócio de demitir contratado tem um lado injusto, uma vez que nos apegamos as pessoas, começamos a conviver e nisso vai aumentando o carinho, vez que o trabalho praticamente é nossa segunda casa, e quando vemos um colega ou uma colega indo embora, sentimos com a separação, pelo vínculo que foi criado, por uma amizade que estava se consolidando a cada dia. 

Ali sorrimos, brincamos, trabalhamos, criamos um ambiente harmonioso, sendo que aos poucos vamos descobrindo aqueles com quem nos identificamos um pouco mais, e quando chega o momento da despedida, realmente bate uma tristeza, seguramos o choro, mesmo sabendo que não podemos fazer nada e que não depende de nós, fica apenas o consolo de que temos a certeza da boa amizade e o desejo de que Deus abençoe e possa abrir novas portas, e caso não consiga retornar, resta apenas desejar que coisas melhores aconteça, com quem aprendemos a gostar e amar como irmão! 

Não quero discutir o fato, de que se deve ou não contratar apenas através de concurso público, quero tratar sobre o ser humano, até mesmo porque em todos esses anos como servidor público, conheço pessoas  contratadas que dão mais sangue que muitos concursados, porém, não quero me alongar sobre isso, apenas me referir sobre o ser humano, mãe ou o pai de família, que acaba despedido e que por ser contratado no serviço público, não tem direito a nada.

O fato de tocar nesse assunto, é que nesses dias, uma colega que trabalhava ao meu lado, teve o seu contrato encerrado, onde senti muito com tudo aquilo, ela ali vivendo seus últimos momentos no trabalho, sendo que o mais pesado, foi quando precisou dizer adeus, e mesmo sabendo que ela pode voltar, que tem até mesmo capacidade de conseguir coisa melhor, eu pensei em duas coisas: Primeiro, é que não é fácil para quem está desempregado, principalmente pra quem tem família. Segundo, é que pelo tempo que ficamos juntos, onde foi criado um ambiente de amizade, vejo o quanto é difícil a dor da separação.