domingo, 3 de julho de 2011

Frida Vingren, vida de sofrimentos e lutas

Frida Strandberg Vingren nasceu no norte da Suécia e formou-se em Enfermagem, dedicando-se também à arte fotográfica. Nasceu em lar luterano e foi criada num ambiente cristão, tornando-se mais tarde membro da Igreja Filadélfia de Estocolmo, onde o pastor Lewi Pethruu a batizou, e onde ela recebeu o batismo com o Espírito Santo e, mais tarde, o dom de profecia.  Seguindo o exemplo de muitos jovens contemporâneos seus que se imbuíam do ardente desejo de ganhar almas para Jesus, algo a impulsionou para o movimento missionário, o que a fez ingressar num Instituto Bíblico da cidade de Gotabro.

Seu casamento aos 26 anos com Gunnar Vingren, doze anos mais velho do que ela, fez cumprir uma palavra profética proferida quando da chamada do esposo para o Brasil. Ivar, Ruben, Margit, Astrid, Bertil e Gunvor foram os filhos que Deus deu ao casal, os quais foram criados com inigualável dedicação. O dia-a-dia do lar de Frida sempre foi de muitas surpresas, tribulações e ciladas. No início de sua vida conjugal, teve que adaptar-se aos mais dificéis e primitivos meios para que se efetuasse a Obra de Deus.

Resultado de imagem para gunnar vingren e familiaO clima saudável da Europa fora trocado pelo forte calor tropical. As primeiras residências eram paupérrimas e a alimentação deficiente; muitas vezes banana com farinha, o que não a impedia, junto com o companheiro, de sentir o poder de Deus e a presença real do Espírito Santo. Nunca desvaneceu, mesmo estando acometida de malária com terríveis ataques ataques de febre, chegando seu pulso a parar completamente e seus nervos ficarem esgotados a ponto de Vingren pedir que Deus ou a curasse ou então a levasse. Eram lutas grandiosas que foram vencidas com oração e jejum. Foi o preço do trabalho, os muitos dias e noites de oração, lágrimas e agonias.

Logo após a chegada ao Rio de Janeiro desenvolveu então intensas atividades evangelísticas, substituindo o marido quando este visitava o campo. Possuía o dom de ensinar e pregar como ninguém e por essa razão não deixou de sofrer criticas.Com surpreendente noção da palavra escrita, colaborou nos Jornais Boa Semente, O Som Alegre e Mensageiro da Paz, bem como comentou as Lições Bíblicas. Compôs 23 cânticos de louvor ao Senhor Jesus inseridos na Harpa Cristã e fez algumas traduções.

Muito amorosa e dedicada à família, esforçava-se demais pelos filhos tendo como resultado o interesse dos mesmos para as coisas de Deus. No túmulo de sua mãe, Ivar, o filho mais velho, escreveu: "Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará sem dúvida com alegria, trazendo consigo os seus molhos", Sl. 126.6. Ao contrário do esposo que tinha aquela maneira especial de louvar a Deus, sempre rindo e cantando hinos espirituais quando pregava, Frida vivia constantemente de joelhos, chorando e orando, pedindo a Deus pela Obra no Brasil e pela salvação das almas.

Antes de vir para o Brasil, quando ainda era enfermeira na Suécia, ficou muito doente e teve uma visão: "Foi levada para o céu e num quarto um anjo lhe mostrou seu nome e lhe disse que ainda não era tempo de ir para o céu, teria que voltar para a terra e ir para o Brasil pregar o Evangelho, aonde iria sofrer muito". Ivar crê que "Deus certamente lhe terá dado a merecida recompensa, ainda que a sua vida significou sofrimentos e lutas até o último momento".

Um dos hinos de Frida Vingren, o de número 26 da Harpa Cristã, mostra a felicidade que o crente sente em apenas pensar na futura morada celestial. O panorama que ela descreveu, inspirada por Deus, nos faz habitar por antecipação "na cidade que não tem igual, onde os muros são de puro jaspe e as ruas de ouro e cristal."
Eliézer Cohen

Fonte: CPAD/Revista Círculo de Oração, Ano VII, Julho a Setembro de 1989, nº 28, página 29.

Um comentário:

  1. Frida é exemplo de fé e serviço ao Mestre, para homens e mulheres do nosso tempo.
    Ela serviu ao Senhor com tanta dedicação, com temor e temor, que seus louvores, incluídos na Harpa Cristão, nos levam a presença de Deus: "Bem-aventurado aquele que confia", "Quem quiser de Deus ter a coroa passará por mais tribulação",...
    Nós, diante dos problemas gritamos, esperneamos, dizemos que Deus nos esqueceu, e não paramos para imaginar, "que nossa momentânea tribulação não dá para comparar com a glória que há de vir a ser revelada a nós". Ela antevia isto, e vivia de acordo com a Palavra.

    Em Cristo,

    Elizama Barbosa

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