sábado, 16 de julho de 2011

Ser pastor

Na vocação de ser pastor, me alegro pelo grande chamado, pois sei que como soldado, não poderia e não posso jamais rejeitar o convite de meu mestre, no qual considero um privilégio, uma vez que entre tantos, até mesmo muitos com uma capacidade maior que a minha, eu fui escolhido entre eles e o Senhor me fez pastor.

Já citei algumas vezes, não sei se nesse blog ou em outros, que não tenho o desejo de ser bispo, apóstolo ou outros cargos, alguns usam apenas por causa do status, mas isso é problema deles, pois ser pastor é uma grande missão e foi esse o meu chamado, então abraço essa causa e procuro servir a Deus com muita alegria.

Sei das pedras, dos espinhos que machucam no meio do caminho, mas também existem coisas boas a serem colhidas, pois como diz o ditado: "nem tudo é um mar de rosas". Quem serve a Deus, principalmente os que servem no altar, sabem que as lutas virão, mas temos como garantia daquele que venceu, a grande palavra de ânimo: Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo (João 16:33).

Existem momentos que vem a tristeza, uma ovelha que se desgarra, outra que como apóstata começa a viver uma vida dissoluta, onde paro para pensar onde foi que errei, onde ficaram as lágrimas, as orações e principalmente os ensinamentos para aquela vida, que agora se encontra como alguém, que nunca soube o que é amor.

O Senhor me faz entender, que a semente foi plantada, sendo importante persistir, ensinar a palavra com temor e deixar que o Espírito Santo trabalhe, é Ele quem convence o homem, que existe uma recompensa, pois o trabalho não é em vão. O Senhor veio em resgate de muitos, porém, haverá aqueles que mesmo com todo o esforço que venhamos a fazer, nunca servirá ao Senhor Jesus, devemos fazer nossa parte, pois existem muitos sedentos de Deus e temos o pão do céu para essas vidas que é Jesus Cristo.

dissoluto: adj. s. m.
2. Que ou quem demonstra um comportamento considerado imoral. = CORRUPTO, DEVASSO, LIBERTINO

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Conversão

Conheço alguém, que posso falar com propriedade a seu respeito, de forma bem objetiva vou contar seu testemunho, tendo em vista à forma como Deus agiu em sua vida e a transformação que o Senhor efetuou para que ele pudesse ser transformar em um novo homem, um servo de Deus.

Um menino, que exatamente aos quatro anos de idade perdeu seu pai, tendo que conviver sem o carinho paterno, de alguém que pudesse se espelhar, ter como exemplo e seguir seus conselhos, morando com sua tia e sua avó, que por ser muito católica, lhe ensinou todos os tipos de rezas possíveis, uma vez que era um menino inteligente e desde pequeno temente a Deus.

Ainda criança, sem mais ou menos e por duas vezes, falou coisas que vieram acontecer mais tarde, porém, no mesmo dia foi confirmado, entre elas predisse a morte de seu pai que estava distante, o que causou espanto entre os familiares, pelo fato de ter apenas quatro anos, onde já pensaram que seria um adivinho, ou alguém que iria receber alguma entidade.

Na pequena cidade de Igarapé Grande-MA, aquele menino foi criado por sua tia, professora do tempo em que aluno respeitava o mestre, sendo que alguns pais aprovavam aqueles métodos, ficando ao lado do professor, e com ela, dificilmente alguém não aprendia, mesmo assim, ele agradecia a Deus que teve misericórdia de não ter que passar por sua disciplina no colégio.

Houve um grande milagre em sua vida, quando aos seis anos de idade, conseguiu sem nenhuma ajuda, ler sua cartilha até o meio, pois não conseguia desenvolver a leitura, ficando atrás dos demais alunos, o que nesse dia surpreendente, passou todos os colegas e só não concluiu todo o livro, devido ter cansado de tanta leitura, sendo que no final do ano, ganhou o prêmio como um dos melhores aluno daquele colégio, chamado Laranjeiras.

Aquele menino que crescia, fazia parte do grupo de jovens católicos, passando pela primeira comunhão e crisma, que por sua dedicação em tudo, chegou a fazer uma peça, onde realizou o sonho na época de vestir uma batina, onde fazia o papel de um padre, sendo que no mês de maio, acordava bem cedo e no alto falante da igreja, acordava a cidade, tocando o sino da igreja, falando algumas palavras e tocando algumas músicas do famoso Padre Zezinho.

Tinha um forte desejo de ser padre, crescia isso cada vez mais em seu coração, por isso, sua única paixão verdadeiramente declarada era o time do Flamengo, chegando ao ponto de escrever em uma parede na casa de sua avó, a frase: "Deus no céu e mengo na terra", seu fanatismo era tão grande, que não tinha tempo para pensar em namorar, sabia todos os acontecimentos esportivos através do seu radinho de pilha, e dormia tarde da noite acompanhando os noticiários.

Devido ter alguns familiares evangélicos, vez por outra fazia uma visita na Assembléia de Deus, chegou até mesmo ir em alguns lugares com os "crentes", porém, parecia que nada o fazia mudar de ideia quanto a fé que professava, e se alguém lhe questionassem, tinha sempre uma resposta, mesmo que não fosse a mais convincente.

Porém, apesar da vocação, não significava que vivessem em torno disso, como adolescente, era normal apaixonar-se, principalmente pelas colegas de classe, o que nunca teve a coragem de se declarar, mas haviam duas que ele sempre demonstrou muito carinho, o que não sabe até hoje se as mesmas algum dia perceberam, sendo que por questão ética e por estarem casadas, não posso citar os nomes.

Quando em um domingo, dia 25 de junho de 1989, foi o dia do seu encontro com Deus, e tudo começou assim: 

Tinha passado uma semana na cidade de Pedreiras-MA, cidade vizinha, quando ouviu um pastor em seu programa de rádio, chamar São Francisco de "CHICO", vez que aquela expressão lhe pareceu grosseira e uma ofensa a um "santo" a quem ele era muito devoto.

A noite procurou aquela igreja, pois queria conhecer o pastor Geraldo Melo, que em seu programa A HORA DE DEUS, tinha ofendido sua crença, o que na igreja sentou nos primeiros bancos, querendo ver de perto o rosto daquele pastor e quem sabe reclamar da sua atitude depois do culto.

Naquela noite, foi grande o mover do Espírito naquela igreja, já que o trabalho começou com oração, na hora da mensagem ele usou uma frase que dizia: "Na casa de Deus, todos são irmãos, não existem primos e primas, e tem mais, será que existe alguma coisa melhor do que Jesus, me digam que eu quero saber" todos os presentes ficaram calados, pois não havia resposta e isso ficou martelando em sua mente, que não conseguia esquecer.

Ainda naquela noite, mesmo sendo dura a pregação, houve um rapaz que não é possível lembrar o nome, porém, aquele jovem de pele escura e muito atencioso falou bastante de Jesus e no final ainda disse: - "A tua vida a partir de hoje vai ser diferente, tu não vai ser o mesmo!".

Aquilo ficou por uma semana em sua mente, os "santos" católicos pra quem todos os dias rezava, já não conseguia receber suas preces, assim foi na segunda-feira até no sábado, tendo dificuldade para dormir, onde segundo ele, seria como que alguém lhe atormentassem a noite, esperando receber alguma coisa, pois antes rezava um rosário, tendo que passar para o terço e não satisfeito, ficou com a quantia de cem Pai Nosso, Cem Ave - Maria e Cem Santa Maria, todos os dias religiosamente.   

No sábado anterior, dia 24 de junho daquele ano, participou de uma reunião com as Testemunhas de Jeová, uma nova igreja estava para ser implantada naquela cidade e aquilo era uma novidade, apesar de ser um povo muito dedicado, era uma liturgia diferente do catolicismo e da igreja evangélica, porém, serviu para reflexão e a noite rezou tudo que tinha direito, tudo que devia, os atrasados da semana inteira, não ficando devendo pra nenhum "santo" ou alma de algum falecido, conforme sua avó tinha ensinado a rezar.

No domingo, uma jovem evangélica por nome Ana Célia, lhe convidou para ir a igreja, apesar da grande amizade, isso não foi o suficiente para convencê-lo, pois naquele dia estava acompanhando pela televisão uma partida de futebol entre Corinthians e São José, e como amante do futebol, nada podeira interromper aquele grande momento, mesmo que fosse para um convite bem especial.

Deus tem suas formas de trabalhar, e quando ele tem um propósito, não tem para onde correr, e assim, tempos depois, chegou um amigo que ainda não era evangélico, Moacir Rodrigues, que tocado pelo Espírito de Deus o convida para ir na igreja naquele noite, que sem nenhum obstáculo, resolveu aceitar.

Sentou-se com uma Bíblia aberta em Romanos 10.9,10, versículos que sabia praticamente decorado, tendo em vista que todas as manhãs aos sábados, acompanhava pela Rede Bandeirante de Televisão, as pegações do Pr. Jimmy Swaggart, o que não deixa de ser uma semente que foi plantada em seu coração, a palavra de Deus.

Não é possível lembrar o que foi pregado pelo então presbítero e hoje pastor, Valderino Dantas, apenas aquele versículo de Romanos 10, ficou em sua mente, ficando a Bíblia aberta o tempo inteiro. O pastor Domingos Lopes, titular da igreja não se encontrava naquele dia. Assim, aquele presbítero fez o grande apelo, quando aquele jovem sentiu suas pernas grudadas no banco, como que uma corrente lhe amarrava os pés, não conseguia levantar, foi então que o jovem Ronaldo Alves lhe convidou a frente, após explicar o motivo de não conseguir ficar em pé, segurou em seu braço e disse: - Levante em nome de Jesus.

Foi quando então, um auxiliar de trabalho, o grande evangelista Francisco Dantas, fez a oração entregando a vida daquele rapaz nas mãos do Senhor, que naquela noite o aceitou como Senhor e Salvador de sua vida.

Toda a igreja sentiu, pois era conhecido na cidade, o filho da professora Tunica, o menino inteligente, que lia Literatura de Cordel para os idosos, sentado em uma mesa e as vezes cantado, aquele menino que fazia parte do Grupo de jovens católico, que jogava no time do Erasmo, que tinha um padrinho muito católico, que não compreendeu sua decisão. Aquele menino de uma família conturbada, mas que o senhor Manoel Nogueira um dia falou sem perceber que ele lhe ouvia, que ele ia ser diferente de todos os seus familiares, onde aquilo ficou guardado em seu coração.

Passaram-se os anos, aquele menino mesmo com todas as ofertas do mundo, conseguiu vencer e não deixou Jesus, tem o sonho realizado de ser SACERDOTE, sendo pastor consagrado com apenas vinte e dois anos de idade, tem uma família linda e um ministério abençoado por Deus.

E esse menino sou eu... 

domingo, 3 de julho de 2011

Frida Vingren, vida de sofrimentos e lutas

Frida Strandberg Vingren nasceu no norte da Suécia e formou-se em Enfermagem, dedicando-se também à arte fotográfica. Nasceu em lar luterano e foi criada num ambiente cristão, tornando-se mais tarde membro da Igreja Filadélfia de Estocolmo, onde o pastor Lewi Pethruu a batizou, e onde ela recebeu o batismo com o Espírito Santo e, mais tarde, o dom de profecia.  Seguindo o exemplo de muitos jovens contemporâneos seus que se imbuíam do ardente desejo de ganhar almas para Jesus, algo a impulsionou para o movimento missionário, o que a fez ingressar num Instituto Bíblico da cidade de Gotabro.

Seu casamento aos 26 anos com Gunnar Vingren, doze anos mais velho do que ela, fez cumprir uma palavra profética proferida quando da chamada do esposo para o Brasil. Ivar, Ruben, Margit, Astrid, Bertil e Gunvor foram os filhos que Deus deu ao casal, os quais foram criados com inigualável dedicação. O dia-a-dia do lar de Frida sempre foi de muitas surpresas, tribulações e ciladas. No início de sua vida conjugal, teve que adaptar-se aos mais dificéis e primitivos meios para que se efetuasse a Obra de Deus.

Resultado de imagem para gunnar vingren e familiaO clima saudável da Europa fora trocado pelo forte calor tropical. As primeiras residências eram paupérrimas e a alimentação deficiente; muitas vezes banana com farinha, o que não a impedia, junto com o companheiro, de sentir o poder de Deus e a presença real do Espírito Santo. Nunca desvaneceu, mesmo estando acometida de malária com terríveis ataques ataques de febre, chegando seu pulso a parar completamente e seus nervos ficarem esgotados a ponto de Vingren pedir que Deus ou a curasse ou então a levasse. Eram lutas grandiosas que foram vencidas com oração e jejum. Foi o preço do trabalho, os muitos dias e noites de oração, lágrimas e agonias.

Logo após a chegada ao Rio de Janeiro desenvolveu então intensas atividades evangelísticas, substituindo o marido quando este visitava o campo. Possuía o dom de ensinar e pregar como ninguém e por essa razão não deixou de sofrer criticas.Com surpreendente noção da palavra escrita, colaborou nos Jornais Boa Semente, O Som Alegre e Mensageiro da Paz, bem como comentou as Lições Bíblicas. Compôs 23 cânticos de louvor ao Senhor Jesus inseridos na Harpa Cristã e fez algumas traduções.

Muito amorosa e dedicada à família, esforçava-se demais pelos filhos tendo como resultado o interesse dos mesmos para as coisas de Deus. No túmulo de sua mãe, Ivar, o filho mais velho, escreveu: "Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará sem dúvida com alegria, trazendo consigo os seus molhos", Sl. 126.6. Ao contrário do esposo que tinha aquela maneira especial de louvar a Deus, sempre rindo e cantando hinos espirituais quando pregava, Frida vivia constantemente de joelhos, chorando e orando, pedindo a Deus pela Obra no Brasil e pela salvação das almas.

Antes de vir para o Brasil, quando ainda era enfermeira na Suécia, ficou muito doente e teve uma visão: "Foi levada para o céu e num quarto um anjo lhe mostrou seu nome e lhe disse que ainda não era tempo de ir para o céu, teria que voltar para a terra e ir para o Brasil pregar o Evangelho, aonde iria sofrer muito". Ivar crê que "Deus certamente lhe terá dado a merecida recompensa, ainda que a sua vida significou sofrimentos e lutas até o último momento".

Um dos hinos de Frida Vingren, o de número 26 da Harpa Cristã, mostra a felicidade que o crente sente em apenas pensar na futura morada celestial. O panorama que ela descreveu, inspirada por Deus, nos faz habitar por antecipação "na cidade que não tem igual, onde os muros são de puro jaspe e as ruas de ouro e cristal."
Eliézer Cohen

Fonte: CPAD/Revista Círculo de Oração, Ano VII, Julho a Setembro de 1989, nº 28, página 29.