segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Verdadeiros amigos

Nos caminhos da vida, ganhei alguns amigos,
Teve aqueles que se pudesse levava comigo,
Alguns por mais esforço que fiz, não agradei,
Com outros estive junto e com ele chorei,
Teve os que me magoaram e me fizeram chorar,
Mesmo assim eu ainda tive coragem de amar.

Teve alguns que me fizeram sorrir, me deram alegrias,
Outros que estiveram perto e queria minha companhia,
Teve aqueles a quem me doei e amei, lhe dei uma mão,
Sua resposta pra mim, foi em troca, muita ingratidão,
Porém, apesar de desumano, não desistir do amor,
Pois são coisas que acontecem na vida de um pastor.

Teve aqueles que dei meu ombro, ofereci um abrigo,
Mas foram por outro caminho, preferiram o inimigo,
Depois dessa soma, tive que apelar para a subtração,
Mesmo com a divisão, falou mais forte a multiplicação,
Mas posso dizer que o resultado foi positivo,
Pois nessa peneira ficaram os verdadeiros amigos.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Existem certos momentos

Sei que existem certos momentos,
Momentos de alegrias, de tristezas e de boas lembranças,
Nunca estaremos cem por cento em tudo, chega o desânimo,
Mesmo em meio à multidão, tem horas que parece estarmos sozinhos,
Porém, recordar o que é bom, é sempre agradável, animador,
E com alegria, deixo o pensamento viajar e a saudade falar mais forte.

Aceitei ao Senhor Jesus ainda no Maranhão, com apenas 17 anos,
Depois de batizado, e novo convertido, fui morar em São Paulo,
Congreguei em Santo Amaro, especificamente no Bairro Vila Friburgo,
Onde lembro com saudades, aquela Congregação de Madureira,
Situada na Rua Antonio Costa Dias, 310, que tinha como dirigente,
Meu querido Presbítero Antenor José da Silva.

Confesso que amei e muito aquele povo,
Apresar de que quando cheguei em 1989,
Ano em que as Assembléias de Deus se dividiram: Missão e Madureira,
Fui recomendado por ser filho da Missão, não chegar perto daquele povo,
Porém, me acolheram, e novo na fé, nada tinha a ver com aquele briga,
E meio receoso, fui me aproximando aos poucos, até aprender a amá-los.

Alguns cultos eram com as portas fechadas, só os membros podiam entrar,
Que se não tivesse passado pelas águas batismais ainda em minha terra,
Talvez não me adaptassem aquele costume que nunca tinha visto antes,
Acontece que, apesar dessas tradições, que não sei se permanecem,
Nenhuma das igrejas que conheci naquela época, se comparava a ela,
E tenho certeza que precisava passar por tudo aquilo para crescer na fé.

Já em Palmas-TO, 17 anos depois, fui novamente para São Paulo,
Quando participava de uma grande Convenção realizada no Anhembi,
Arrisquei-me a procurar aquela igreja, já era noite, mas encontrei,
E mesmo estando em outro Ministério, fui bem recebido pelo Pastor,
E foi gratificante aquele encontro, onde chorei muito, devido à saudade,
E por não encontrar todos os irmãos que ali deixei e sentir a falta deles.

Chorei ao encontrar aquela que um dia foi minha casa de oração,
O lugar onde sentava, onde os jovens cantavam, e o púlpito onde preguei,
Como um filme, veio à lembrança em minha mente, novamente chorei,
Por não ver na mocidade: o Nildo, o Dionisio, o Valter e a Carminha,
E o Evangelista Jesulino, baiano abençoado que servia àquela igreja,
O consolo é que a presença de Deus sentir como antes naquele lugar.

Sigo minha vida, com muitas saudades e novas perspectivas,
Com sonhos a realizar, novas amizades a fazer, sem jamais desistir,
Na esperança de alcançar meus objetivos, sem esquecer o passado,
Guardando na lembrança aqueles que amo e que me fizeram feliz,
Aos que não encontrei, sei que um dia os verei, nos encontraremos sim,
Seja aqui ou no céu, onde nunca mais existirá a palavra SAUDADES.